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Maria Aparecida Teodósia
Maria Aparecida Teodósia, natural de Santana do Ipanema (AL), é graduada em Direito pela segunda turma de 1978 e foi a primeira advogada criminalista do Sertão de Alagoas. Desde 1979, enfrentou diversos desafios, incluindo o machismo predominante na região. Atuou em 119 julgamentos em Alagoas e Sergipe, frequentemente defendendo clientes sem cobrar honorários. Um dos casos notáveis foi a defesa de um réu acusado de assassinato, que após ser condenado, acabou assassinado no presídio.
Ela se destaca, no entanto, por seu envolvimento em causas sociais, como a defesa dos trabalhadores rurais. Em 1983, foi presa ao defender os direitos desses trabalhadores após um trágico episódio envolvendo um homicídio e suicídio por fome. Sua sugestão para que as pessoas furtassem pequenos animais para alimentar a família causou comoção popular e levou à sua prisão. A mobilização popular resultou em sua libertação. Além disso, fundou diversas associações, incluindo a de Gays e Lésbicas, Mães Solteiras e Empregadas Domésticas. Maria também foi pioneira na defesa da causa LGBTQIAPN+ no Sertão alagoano.

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