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Osman Loureiro De Farias

Osman Loureiro de Farias foi jurista, professor, político, empresário, jornalista e poeta. Nasceu em Maceió, em 27 de julho de 1895, filho de Alfredo de Alcântara Farias e Sara Loureiro Farias. Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1915, e viveu parte da juventude entre Santa Bárbara e o Rio de Janeiro. Ocupou diversos cargos públicos e teve papel decisivo na história política e econômica de Alagoas. Foi promotor público, secretário de Educação e, entre 1933 e 1940, exerceu funções de secretário-geral, interventor e governador do estado — tanto eleito quanto nomeado — em meio às transformações políticas do período Vargas. Durante sua administração, promoveu obras estruturantes, como a construção do Porto de Maceió, e a ampliação da rede escolar estadual, passando de cinco para vinte e oito grupos escolares. Criou o Instituto de Educação e investiu fortemente em saúde pública, implantando unidades como o Leprosário, o Sanatório para Tuberculosos, o Hospital Infantil e o Centro de Saúde da Capital. Segundo o governador Divaldo Suruagy, que o homenageou em edição comemorativa de seu centenário, Osman Loureiro levou Alagoas, ao fim de seu governo, a alcançar índices de alfabetização comparáveis aos de São Paulo. No combate ao cangaço, foi responsável por criar e estruturar o 2º Batalhão de Polícia em Santana do Ipanema, armando-o com tecnologia moderna à época. Determinou que a polícia alagoana ultrapassasse as fronteiras estaduais na perseguição ao bando de Lampião, ação considerada decisiva para a eliminação do cangaceiro e seu grupo. Além da política, destacou-se como empreendedor do setor sucroalcooleiro. Ainda jovem, construiu a Usina Aliança, em terras do engenho Varame, e, já na maturidade, adquiriu os engenhos Serra Verde e Trapiche, posteriormente incorporados à Usina Camaragibe, em Matriz de Camaragibe. A indústria foi ampliada e modernizada entre as décadas de 1930 e 1980, com apoio essencial de sua esposa, Laura Maria Dorvillé Loureiro, que a administrou durante os períodos em que Osman se dedicava à vida pública. Foi também pioneiro na busca por petróleo no Brasil. Contratou técnicos estrangeiros para realizar prospecções em Alagoas, quebrando o monopólio norte-americano sobre equipamentos de perfuração ao importar sondas e brocas da Alemanha. Seu protagonismo no tema chamou a atenção de Monteiro Lobato, que o citou nos livros O Escândalo do Petróleo e Ferro e O Poço do Visconde, reconhecendo em Osman Loureiro "um homem do destino" e chegando a lançar, publicamente, sua candidatura à presidência da República. No Rio de Janeiro, colaborou para a fundação do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), no qual atuou como consultor jurídico. Também foi professor catedrático e emérito da Faculdade de Direito de Alagoas, membro do Instituto Histórico de Alagoas e da Academia Alagoana de Letras. Faleceu em Matriz de Camaragibe, em 23 de julho de 1979, poucos dias antes de completar 84 anos. Deixou um legado multifacetado, que atravessa os campos do direito, da política, da educação, da economia e da cultura em Alagoas.

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